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9 coisas que você não sabia sobre Bob Dylan

Mais um post do especial do mês! Bob Dylan! Veja aí as 9 coisas que você não sabia sobre ele.

Dylan ofereceu maconha aos Beatles

Segundo o escritor Bob Spitz, autor de uma das principais biografias dos Beatles, John Lennon era fã do Dylan e em 1964, teve a oportunidade de conhecer o cantor. E o tal do Dylan aproveitou o papo para oferecer um baseadinho para os Beatles. O mais legal é o encontro rendeu grandes influências no trabalho de ambos dalí em diante.

O inovador clipe de "Subterranean Homesick Blues"
Dylan é considerado um dos precursores do videoclipe por causa de "Subterranean Homesick Blues", de 1965. Nele, Dylan fica parado em frente à câmera segurando pôsteres com trechos
da letra da música. Na verdade, não se trata de um clipe propriamente dito, e sim parte da sequência inicial do documentário "Don't Look Back".

David Bowie fez uma canção para Bob Dylan
Em 1971, David Bowie escreveu uma canção para Bob Dylan apropriadamente intitulada "Song for Bob Dylan". Nela, o cantor falava sobre a influência de Dylan para a sua geração, lamenta discos difíceis de encontrar e pedia que voltasse à sua forma antiga.

Woody Allen definitivamente não é um fã
Em "Annie Hall" (no Brasil, o filme ganhou o esdrúxulo título de "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa"), filme escrito por Wood Allen, há uma personagem que faz o papel de fã do Dylan, e em certa altura do filme, Allen conhece a conhece. Ela que recita a letra de "Just Like a Woman" para ele. A cara que Allen faz quando ela tenta convencê-lo da profundidade de versos como "And she aches just like a woman / But she breaks just like a little girl" é uma prova clara que ele não está nem um pouco convencido do talento de Dylan.

Bob Dylan tocou em Woodstock... em 1994
Pois é. O cara tocou naquele show de merda, realizado para festejar os 25 anos do Woodstock.
Agora você se pergunta: Por que ele não tocou no Woodstock original? Ninguém sabe ao certo o que aconteceu. Apesar de ser um dos artistas mais importantes da década, Bob Dylan não tocou no festival mais emblemático do rock. Dizem que ele não quis participar do evento porque estava de viagem marcada para a Inglaterra.

Dylan já tocou para o Papa
Em 1997, Bob Dylan fez um show em Bologna, na Itália, diante um convidado bastante especial: o Papa João Paulo II. Na ocasião, tocou "Knocking on Heaven's Door" e "A Hard Rain’s A-Gonna Fall". Antes de performance, quando falava ao público presente no local, João Paulo II citou trechos de uma das composições mais famosas de Dylan, "Blowin' in the Wind", em sua homília: "Você diz que a resposta está no vendo, meu amigo. Mas não está no vento que sopra as coisas longe, está no sopro no Espírito Santo".


Like a Rolling Stone com os Rolling Stones e o Dylan
Dylan veio ao Brasil pela segunda vez em 1998. Na ocasião, ele foi escalado para fazer os shows de abertura da turnê dos
Rolling Stones no país. Como Mick Jagger e companhia estavam tocando o clássico de Dylan "Like a Rolling Stone" em suas apresentações (a versão dos Stones para a canção havia sido lançada três anos antes), nada mais natural que convidar o autor da música para um dueto. Os shows em São Paulo e Rio de Janeiro e mais as performances na Argentina foram os únicos daquela turnê dos Stones a contar com a participação de Dylan. O dueto foi um pouco tenso, afinal não houve muito tempo para ensaiar, mas valeu pelo encontro histórico.

Dylan e os quadros sobre o Brasil
A mais recente passagem de Bob Dylan pelo Brasil, em 2008, serviu de inspiração para o músico pintar uma série de quadros sobre o país. As obras foram expostas num museu em Copenhague, na Dinamarca, em 2010, e chamaram a atenção por tratarem de temas como pobreza e violência - uma das pinturas inclusive mostra um corpo no chão, em meio a uma poça de sangue. Mesmo assim, na época o cantor divulgou um comunicado dizendo que escolheu o Brasil como tema porque gostava muito de seu ambiente. Dylan pinta desde os anos 1960. A capa do disco "Self Portrait", de 1970, é uma pintura sua.

Vovô Bob Dylan
O cantor tem nove netos e, segundo relatos, tem um adesivo colado em seu carro em que se lê: "melhor avô do mundo" ("world's greatest grandpa").


People are crazy and times are strange

Já que o assunto é Bob Dylan, nada melhor do que postar algumas músicas dele.
"Things Have Changed" é trilha do excelente filme Garotos Incríveis.


Em breve mais posts sobre o homenageado do mês. :)

Bob Dylan


Mensalmente o Quintal dos Fundos fará um especial de determinado artista, seja da música, cinema, teatro, literatura, etc, enfim, faremos um especial sobre ele(a)!

Desta vez, escolhemos o meu queridíssimo Bob Dylan, em comemoração ao lançamento de seu primerio álbum, que na última sexta-feira fez 49 anos! Sim, eu sei, estamos meio atrasados, além do que esse especial será para o mês de Junho, mas crio que isso não nenhum empecilho para falar um pouco sobre ele.

Então, creio que poderíamos começar a falando um pouco sobre a história e curiosidades sobre ele. O Robert Allen Zimmerman, como é o seu nome de batismo, nasceu no estado de Minnesota e é neto de imigrantes judeus russos e sua vó lhe chamava de Kyrgyz (hã?). O rapaz passava as tardes ouvindo rádio ao som de grandes nomes do blues e do country; aos dez anos de idade começou a escrever seus primeiros poemas e aprendeu a tocar piano e guitarra sozinho.

Formava bandinhas de rock and roll na escolha mas nada que desse muito certo, até que na universidade descobriu o folk e certa vez, disse assim: "A coisa sobre o rock'n'roll é que para mim de qualquer jeito ele não era suficiente... Havia bons bordões e ritmo pulsante... mas as canções não eram sérias ou não refletiam a vida de um modo realista. Eu sabia que quando eu entrei na música folk, era um tipo de coisa mais sério. As canções eram enchidas com mais desespero, mais tristeza, mais triunfo, mais fé no sobrenatural, sentimentos mais profundos".

Lá, na universidade, começou a se envolver em alguns circuitos de folk, até que em Dinkytown, Zimmerman passou a chamar de "Bob Dylan". Em uma entrevista à uma revista, disse "Você nasce, sabe, com nomes errados, pais errados. Digo, isso acontece. Você se chama do que quiser se chamar. Este é o país da liberdade (...) Eu havia visto alguns poemas de Dylan Thomas. A pronúncia de Dylann e Allyn era parecida. Robert Dylan. A letra D tinha mais força. Entretanto, o nome Roberto Dylan não era tão atraente como Roberto Allyn. As pessoas sempre haviam me chamado de Robert ou Bobby, mas Bobby Dylan me parecia vulgar, e além disso já haviam Bobby Darin, Bobby Vee, Bobby Rydell, Bobby Neely e muitos outros Bobbies. A primeira vez que me perguntaram meu nome em Saint Paul, instintiva e automaticamente soltei: 'Bob Dylan'".

Após longos anos de altos e baixos, em 2004, Bob Dylan foi escolhido pela revista Rolling Stone, como o 2º melhor artista de todos os tempos, ficando atrás somente dos Beatles.


Bob Dylan influenciou, influencia até hoje diretamente grandes nomes da música de todo o mundo.

Continuem acompanhando, este mês ainda sairá muita coisa do Bob no Quintal do Fundos!