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Entrevista: Juninho do Ratos do Porão

Entrevistamos para o Quintal dos Fundos, o Juninho, do Ratos de Porão, que está há 8 anos na banda. Nos conta um pouco da sua trajetória, bem como seus planos futuros. Vamo lá!



1) Antes de tudo, muito obrigado por aceitar a entrevista! Como rolou de você começar a tocar com o Ratos de Porão?

Obrigado a você por mandar a entrevista! Minha relação com o ratos começou com minha entrada na equipe, quando eles estavam precisando de um roadie. A banda estava parada pela operação que o gordo fez de redução do estômago, daí quando voltaram montaram equipe nova, daí que eu entrei fazendo guitarra e baixo. Na época era o fralda o baixista, e trampei por alguns meses somente, daí ele decidiu deixar a banda, então eles me perguntaram se eu não estava afim de tocar.
Inicialmente era por um tempo, não sabiam o que iam fazer, rolou até uma idéia do jabá voltar pra banda, mas isso não aconteceu, então eu fui chamado pra ser da banda mesmo, definitivo.Isso foi no começo de 2003, como roadie, e lá pro meio do ano comecei a tocar, são 8 anos já com os caras!


2) O Ratos já tocou muito na gringa, qual é a diferença de tocar lá e aqui?

A banda foi uma das primeiras a sair do país, isso desde os anos 80, desde então o ritmo sempre se manteve, todo ano festivais e shows bons na europa, e eu peguei bastante disso. América do sul por pelo menos uns 4, 5 países,
fomos pro méxico, e pra europa já fui mais de 10 vezes. Exites uma diferença sim por você estar em outro país, a galera se comporta diferente, cada país de um jeito, é muito classe conhecer essas culturas, fora que tem os rolês pelas cidades, trocar idéia com o pessoal local, é uma das melhores coisas de vida.
Tocar aqui no Brasil é bom demais, a galera se identifica muito mais, pelas letras, pela língua, e o ratos é uma banda que manteve 100% o respeito durante esses anos. Quanto ao lance profissional de shows e tal, a gente toca em todo tipo de lugar, aqui no país e fora, já pegamos roubadas de som ruim aqui e lá fora também, achar que na gringa tudo é de ouro é pura ilusão, tem tosqueira também.


3) Você é straight edge, né? Qual é a emoção de tocar "Beber até morrer"?

Sou vegan straight edge desde que comecei a me envolver com o punk-hardcore, e exclusivamente a música "beber até morrer" ela não tem uma conotação de bêbado podre, mas sim o lance de você usar a bebida para resolver seus problemas, então ela não é uma música de apologia ao álcool.
Eu não me importo de tocá-la, sendo que também a banda tem outras letras antigas falando outras paradas piores!! mas eu encaro como qualquer fã de ratos de porão, a banda sempre foi assim, eu amo a banda de criança, e tocar com eles não me dá nenhum tipo de sentimento de não curtir as letras e tal.


4) O que você curte de literatua e cinema? Esse tipo de coisa também te influencia para compor?

Eu curto algumas coisas sim de literatura, Kundera, Noam Chomsky, William Perer Blarry, Eduardo Galeano, mas te confesso que não sou um leitor assíduo. Pego um livro e demoro muito pra ler, e fora esses que eu citei, gosto muito de ler livros com histórias da música, como aquele da vida do Tim Maia, do Melson Motta, ou livros sobre a vida de músicos de jazz, Charles Mingus, John Coltrane, Miles Davis, Gil Scott Heron, etc.
Influencia muito! São idéias que estavam guardadas dentro de um livro, daí à partir de que elas entram na sua mente, você acaba sendo influênciado no dia a dia, é inevitável, da forma de pensar e automaticamente na forma de compor.

5) Falando em cinema, como foi a produção do Guidable?

O Guidable já era uma vontade antiga da banda, principalmente da parte do gordo, que tinha a maioria do materiala ali do filme. O Gordo começou a separar as coisa que ele queria usar, daí com nossos amigos da black vomit (rick e marcelo) começou a rolar uma organização dos materiais, separaram tudo por ordem cronológica, começaram as entrevistas com todos os membros, e foram juntando milhares de horas de material. Eu imagino o trampo que foi começar a editar tudo aquilo, foram horas e horas de muita concentração pra ter saído legal daquele jeito.É um filme engraçado demais, mesmo pra quem não curte a banda dá pra assistir e se divertir.


6) Você também tem outras bandas. Quais os planos com elas?

Além do ratos eu toco em outras 3 bandas: Discarga, O Inimigo e Eu Serei A Hiena.

Todas as bandas gravam discos, ensaiam bastante, fazem shows, então estou sempre na correria pra dar conta de tudo. O Inimigo acabou de gravar o disco novo, irá sair em agosto de 2011, o Discarga deve ficar parado até outubro, e o Eu Serei A Hiena está começando a compor músicas novos para um disco novo, que não temos ainda planos de quando gravar.



7) Haverá um novo disco do Ratos em breve?

Ano passado estávamos compondo músicas novos, daí pegamos algumas delas e gravamos o 10" split com uma banda da espanha, o looking for a answer.Depois disso paramos de ensaiar e continuar com as composições, mas temos algumas já prontas e muita idéia na cabeça. Não existe uma previsão para um disco novo, mas espero em breve voltarmos a compor para desenvolver isso.

Valeu, Juninho!

Cannibal Corpse volta ao Brasil

O Cannibal Corpse é uma banda que não decepciona seus fãs brasileiros. Mais uma vez, eles tocarão por aqui. O show está confirmado para o dia 03/12, no Carioca Club. Dessa vez, virão com eles as bandas The Black Dahlia Murder e Suicide Silence. 


Esperamos que as "diferenças musicais" das bandas de apoio não façam com que muitos fãs desistam de ver o show.


A última passagem do Cannibal por aqui foi em fevereiro do ano passado.

Tool no Brasil?


Há especulações de que o Tool tocará no Chile no festival Maquinaria. A produção é a mesma aqui no Brasil, mas sob o nome de SWU.

Será que dessa vez a banda passará pelo Brasil? Esperamos que sim.

Entrevista: Banda Tomada

A Banda Tomada está lançando agora o seu álbum intitulado o Inevitável, então aproveitamos para conversar um pouco com os caras sobre o som deles e o novo trabalho.


1- Primeiramente, gostaria de agradecer ter aceitado da entrevista, então vamos lá! Como a banda surgiu?

Ricardo Alpendre - Foi lá pro fim do ano 2000. Daquela pré-história original só está o Pepe. Eu entrei logo depois, no Carnaval de 2001. Naquela época nosso trabalho era bem engraçado. Por algum motivo, o som me lembrava uma grande banda, os Pink Fairies, tanto nas coisas boas quanto nas ruins...


2- É possível ver uma grande influência setentista no trabalho de vocês, quais as maiores influências para as músicas da banda?

Pepe Bueno - Somos uma banda de Rock, cinco caras que tocamos pra valer (rsrs). Tudo influência a música, esse é segredo de quando você senta com um violão ou surge uma melodia na sua cabeça. Sinceramente, não estamos presos ou obrigatoriamente fazemos um unico estilo de som pra agradar uma certa galera. É bem institivo assim que estamos deixando fluir.

Lennon - O Rock é a nossa base. Cada um agrega elementos que contribuem para cada canção.

Ricardo Alpendre - Se você somar as influências individuais de todos, nossa gama de influências é muito extensa. Eu, por exemplo, considero como influências tudo o que já ouvi e curti, e muitas dessas influências não são perceptíveis por quem ouve, porque elas estão na vivência, no modo de interpretar a vida na música, e não exatamente na forma e nos arranjos. Por isso não hesito em dizer que tenho Noel Rosa e Louis Prima entre minhas maiores influências, entre outras coisas diversas, embora a forma musical não tenha ligação.


3- Além da música, o que mais lhe influencia para vocês comporem?

Lennon - Adoro compor depois de assistir filmes. Principalmente aqueles filmes que você assiste sem “piscar os olhos” (rsrs). E o que me inspira muito também é a rua, seja uma volta no quarteirão ou uma caminhada pelo centro da cidade, fico observando como tudo se comporta (rsrs).

Ricardo Alpendre - As experiências de vida e os livros. A maior parte da sabedoria está na literatura. Não as biografias de artistas da música que a gente gosta. Também são legais, mas falo dos grandes livros mesmo, os grandes clássicos.


4- Com quem você já dividiu o palco que lhe trouxe maior emoção?

Ricardo Alpendre - O bluesman brasileiro André Christovam me deu a honra de cantar nos shows de 35 anos de carreira dele. As pessoas do nosso movimento artístico atual, da cena independente brasileira mesmo, também nos causam boas emoções quando dividimos o palco: o pessoal do Pedra, do Baranga, Carro Bomba, Cascadura, Cracker Blues, Crazy Legs...


5- Quais são os nomes da música atual que lhe chamaram a atenção?

Lennon - Atualmente tem muita coisa boa, ou contrário do que possa parecer. Gosto muito das bandas: Volver, Transmissor, Jennifer Lo-Fi, Moxine, Druques, e por aí vai...


6- Como foi gravar o álbum O Inevitável? Conte-nos!

Pepe Bueno- Caraca man, foi longo (rsrsrsrs). Mas estamos felizes com o resultado, é uma fotografia do Tomada e de tudo o que aconteceu até chegarmos aonde estamos. Rock com pulsação, com vida era isso que eu realmente queria.

Lennon - Totalmente ROCK’N’ROLL!!! (rsrs)

Ricardo Alpendre - Foi simplesmente muito bom poder registrar as melhores músicas que já fizemos. Mesmo tendo que pensar em um orçamento limitado, lidar com nossas capacidades e defeitos técnicos. Tudo foi extremamente humano, como as canções são.


7- Quais são os planos para o futuro?

Pepe Bueno - Shows, luzes, rock,articulações,entrevistas, violão,guitarras, voz, banda e proximo disco!!! Estamos superantenado em tudo e vamos contar isso tudo do nosso jeito com a nossa verdade! Iremos tambem gravar um clipe da música "Ela não tem medo", chamei minha irmã Sara Antunes, que tá arrebentando nos palcos de teatro pelo Brasil e disse ei Sara não quer fazer um favor pro seu brother aqui rsrsrs, ela tpouo na hora, espero que seja a primeira vez de varias...


8- Tem algum recado para os seus fãs?

Lennon - Galera, precisamos valorizar todas as bandas que lutam pra fazer Rock Autoral no Brasil. Vamos exigir que bares e casas de show contratem essas bandas. Chega de banda de couvers! Antes que seja tarde!

Ricardo Alpendre - Totalmente apoiado!

Valeu!

A banda é formada por;


Ricardo Alpendre - Voz
Márcio Luiz Gonçalves - Guitarra
Lennon Fernandes - Guitarra
Pepe Bueno - Baixo
Alexandre Marciano - Batera

Se você quer conhecer mais sobre o trabalho dos caras, clique aqui. Também tem o MySpace. Por hora, confira ai como foi trabalho dos caras na gravação.






A banda Tomanda vai tocar em Sampa na semana que vem (sábado, dia 18), em Bragança Paulista e dia 17 de julho aqui em Sampa, no Centro Cultural São Paulo. Quem puder, compareça! Eu já vi e vale a pena!

People are crazy and times are strange

Já que o assunto é Bob Dylan, nada melhor do que postar algumas músicas dele.
"Things Have Changed" é trilha do excelente filme Garotos Incríveis.


Em breve mais posts sobre o homenageado do mês. :)

Bob Dylan


Mensalmente o Quintal dos Fundos fará um especial de determinado artista, seja da música, cinema, teatro, literatura, etc, enfim, faremos um especial sobre ele(a)!

Desta vez, escolhemos o meu queridíssimo Bob Dylan, em comemoração ao lançamento de seu primerio álbum, que na última sexta-feira fez 49 anos! Sim, eu sei, estamos meio atrasados, além do que esse especial será para o mês de Junho, mas crio que isso não nenhum empecilho para falar um pouco sobre ele.

Então, creio que poderíamos começar a falando um pouco sobre a história e curiosidades sobre ele. O Robert Allen Zimmerman, como é o seu nome de batismo, nasceu no estado de Minnesota e é neto de imigrantes judeus russos e sua vó lhe chamava de Kyrgyz (hã?). O rapaz passava as tardes ouvindo rádio ao som de grandes nomes do blues e do country; aos dez anos de idade começou a escrever seus primeiros poemas e aprendeu a tocar piano e guitarra sozinho.

Formava bandinhas de rock and roll na escolha mas nada que desse muito certo, até que na universidade descobriu o folk e certa vez, disse assim: "A coisa sobre o rock'n'roll é que para mim de qualquer jeito ele não era suficiente... Havia bons bordões e ritmo pulsante... mas as canções não eram sérias ou não refletiam a vida de um modo realista. Eu sabia que quando eu entrei na música folk, era um tipo de coisa mais sério. As canções eram enchidas com mais desespero, mais tristeza, mais triunfo, mais fé no sobrenatural, sentimentos mais profundos".

Lá, na universidade, começou a se envolver em alguns circuitos de folk, até que em Dinkytown, Zimmerman passou a chamar de "Bob Dylan". Em uma entrevista à uma revista, disse "Você nasce, sabe, com nomes errados, pais errados. Digo, isso acontece. Você se chama do que quiser se chamar. Este é o país da liberdade (...) Eu havia visto alguns poemas de Dylan Thomas. A pronúncia de Dylann e Allyn era parecida. Robert Dylan. A letra D tinha mais força. Entretanto, o nome Roberto Dylan não era tão atraente como Roberto Allyn. As pessoas sempre haviam me chamado de Robert ou Bobby, mas Bobby Dylan me parecia vulgar, e além disso já haviam Bobby Darin, Bobby Vee, Bobby Rydell, Bobby Neely e muitos outros Bobbies. A primeira vez que me perguntaram meu nome em Saint Paul, instintiva e automaticamente soltei: 'Bob Dylan'".

Após longos anos de altos e baixos, em 2004, Bob Dylan foi escolhido pela revista Rolling Stone, como o 2º melhor artista de todos os tempos, ficando atrás somente dos Beatles.


Bob Dylan influenciou, influencia até hoje diretamente grandes nomes da música de todo o mundo.

Continuem acompanhando, este mês ainda sairá muita coisa do Bob no Quintal do Fundos!


L.O.V.E. Banana

Saiu na semana passada o clipe para a primeira música da parceria do DJ João Brasil com a vocalista do Cansei de Ser Sexy, Lovefoxxx. A música é quase um ode gringo à malícia brasileira, mas confesso que a letra tem um potencial muito maior do que foi explorado, apesar de ser muito difícil que ela não grude na cabeça. O que falta no gingado sobra na criatividade do estúdio brasileiro Hardcuore, que sempre nos presenteia com criações coloridas e interessantes. Vale o play pela criatividade e o trabalho gráfico.

Eddie Vedder, Seasick Steve e outros lançamentos


Hoje chega às lojas o novo disco do Eddie Vedder, chamado Ukulele Songs. Com o single 'Longing to Belong', o álbum está recheado de composições antiga do cantor, mesclando com versões como 'Can't Keep' e um clássico dos Everly Brothers. Além disso, o álbum conta com as participações especiais do Glen Hansard dos Swell Season e da Cat Power nas vozes.






A fadista Aldina Duarte também regressa esta semana aos discos com "Contos de Fados". José Mário Branco, Maria do Rosário Pedreira, José Luís Gordo e à própria Aldina Duarte escreveram os poemas que podemos ouvir neste registro que a fadista descreve como «livros vertidos para fados tradicionais». Dostoiévski, Herman Hesse, Tennessee Williams são alguns dos autores que inspiraram os novos fados de Aldina.





Outro lançamento português é o da banda You Can't Win Charlie Brown que estréia com o "Chromatic". Os integrantes colocam Nick Drake, Animal Collective e Simon & Garfunkel como grande influência.



Semana passada tivemos alguns lançamentos de reedições. "Ride, Rise, Roar" de David Byrne e os álbuns "Diary of a Madman" e "Blizzard of Ozz" de Ozzy Osbourne, comemorando os trinta anos desde o seu lançamento



Eu não poderia terminar este post melhor, do que falando do velho Seasick Steve (sim, eu sou fã) que hoje lança o seu quinto disco, chamado "You Can't Teach An Old Dog New Tricks". Por enquanto ficamos com o seu single homônimo, escuta ai!

Jeff Bridges irá lançar álbum em agosto


Jeff Bridges irá lançar em agosto o seu segundo trabalho como músico. O ator disse que protagonizar o "Coração Louco" foi a inspiração para a sua carreira musical, "Fiquei muito envolvido com minha música e acho que isso é um resultado direto de 'Coração Louco'", afirmou.

Quatro das onze músicas do álbum auto-intitulado foi composta pelo próprio Bridges. A produção ficou por conta de T Bone Burnett, rapaz que trabalhou com o ator no "Coração Louco" e em "O Grande Lebowski" (1998).

Seu primeiro trabalho foi lançado em 2000, pouco depois do lançamento de "O Grande Lebowski", intitulado "Be Here Soon", teve pouca repercussão.



Clapton em Outubro!



Após 10 anos, Eric Clapton volta ao Brasil em outubro para os três shows: dia 6 em Porto Alegre (estacionamento da Fiergs), dia 9 no Rio de Janeiro (HSBC Arena) e dia 12 em São Paulo (estádio do Morumbi).

Por incrível que pareça, antes que você se pergunte, ainda não foram divulgado os preços! Sendo que a venda de ingreços para o show que ocorrerá no Rio de Janeiro começa daqui três dias! Já para a apresentação em Porto Alegre,terá seu ingresso à venda a partir do dia 15 de junho e para o show em Sampa, a partir do dia 23 de junho. Os ingressos para as três capitais estarão à venda, nas datas estipuladas, pelo site www.livepass.com.br.


Ele virá companhado de sua banda formada por Steve Gadd na bateria, Willie Weeks no baixo e Chris Stanton nos teclado, além de Michelle John e Sharon White nos backing vocals.


Já deixo claro que não procurei saber o set list, odeio saber dessas coisas antes. Então, por enquanto, fica um vídeo de um show, só pra dar um gostinho!

Entrevista: Rykarda Parasol



Graças ao last fm, qualquer tipo de música ficou acessível. E graças a ele eu conheci a maravilhosa cantora Rykarda Parasol. Uma vez li que o som dela era uma mistura de Johnny Cash, com Tom Waits e um pouco de Nick Cave. Realmente o som dela tem essas claras influências, mas não pode ser resumido a apenas isso.

Conversei com Rykarda via email algumas vezes e notei que ela era uma pessoa bastante acessível. Pedi para entrevistá-la e felizmente ela topou na hora.



1) Quando você começou a cantar?

Eu comecei a cantar e a escrever músicas a sério mais ou menos ao mesmo tempo, que foi no meu segundo ano na Universidade. Isso foi depois de algumas tragédias. Apesar de ter um grande carinho pela música eu nunca senti que tivesse o direito de segui-la a sério. Quando eu era criança, meus pais, professores e muitos outros me disseram para simplesmente não cantar. Aparentemente eu devia ser insuportável de escutar. È engraçado pensar nisso agora. Eu também era uma criança calma e com o passar dos anos eu acho que minha necessidade de me expressar se tornou mais forte e fazer barulho se tornou inevitável.

O estilo que eu canto agora: o cantar/falar – Eu acho que o desenvolvi em parte porque eu tinha que cantar baixo senão meus vizinhos poderiam me escutar. Mas cantar não é importante para mim. Eu não gosto de cantar apenas por cantar. Eu canto porque há algo a ser dito e uma expressão para transmitir.

2) Como você descreve sua música?
Minha música é pessoal. Ela é esteticamente dark e misteriosa. É mais fácil descrevê-la como “rock noir” já que ela invoca o suspense e o imaginário de uma heroína de filme noir. Às vezes é esquisita e sofisticada.

Outros a compararam a Nick Cave, Lou Reed, Mark Lanegan e assim por diante. Minha música não é diferente do estilo “muder ballad”. Eu não acho, entretanto, que sou única por ser mulher, mas sim pelo meu ponto de vista, que é parte de porque eu quis escrever. Eu acho que minha voz é interessante – entretanto, para mim, é mais importante o que eu digo do que o que eu posso cantar e além disso, eu tomo muito cuidado com a emoção por trás de cada palavra.

3) Quais são suas influências quando você compõe suas músicas? Você as escreve sozinha?
Sim, eu escrevo músicas sozinha. Elas são muito pessoais, então eu não estaria apta para escrever com outra pessoa. Eu posso ser muito tímida e ao mesmo tempo que eu tomo cuidado para não me isolar, eu sei que esse tempo sozinha é necessário para mim. Eu me sentiria muito desconfortável de escrever essas músicas particulares ao lado de alguém.

As melodias vêm facilmente, mas eu posso passar muito tempo nas palavras para encontrar o significado certo. Muitas vezes, o cuidado com as palavras tem uma relação direta com a resolução de algo na minha vida. Meu crescimento como musicista está diretamente relacionado com o meu crescimento como pessoa. Escrever músicas tem me dado perspectiva e compreensão para as lutas internas.

Eu admiro muitos artistas, arte, cultura e coisas que eu vejo quando viajo. Isso tudo tem participação em como eu mudo como pessoa e no que me inspira. Eu sou provavelmente mais inspirada pela filosofia e poesia do que por outros músicos. Eu tomo cuidado para não me isolar completamente. Quando eu viajo, como agora, eu carrego alguns livros de poesia comigo. Eu os releio muitas vezes. De muitas formas, a poesia é tão acessível para mim quanto a música.

4) Você conhece música brasileira?

Eu conheço bem pouco – mais estilos vintage como Os Mutantes, os Gilbertos, e alguma coisa de Caetano Veloso.
5) Além da música, você gosta de outros tipos de arte?
Sim, muito. Eu amo pintura e literatura. Eu sou uma pessoa muito visual e por muito tempo eu trabalhei como ilustradora e às vezes ainda trabalho. Eu planejo e produzo a arte do meu disco do começo ao fim, e muitos dos meus pôsteres. Às vezes eu costuro os meus vestidos que uso no palco. O vestido “Hate” é um exemplo disso. Eu fui para a escola de arte e estudei pintura. Há muitas influências para citar, mas eu sou particularmente apaixonada por “strong lines” e “story”.
Eu também tenho escrito muito. Na verdade, eu gosto de escrever sobre arte combinada com conceitos de arte. Existem alguns assuntos em minha vida que eu sinto que não se encaixariam numa canção. Então eu comecei a escrever ensaios e poesias que existem sem música. Eu postei alguns dos meus escritos mais recentes no meu website.





"A Drinking Song", de seu disco "For Blood and Wine".




Para conhecer mais sobre o trabalho de Rykarda, basta acessar seu site.
Aqui é possível encontrar alguns dos ensaios que ela menciona na entrevista.

Obrigada Rykarda!



Também gostaria de agradecer ao meu amigo Paulo Meirelles pela ajuda na elaboração das perguntas e pela revisão da tradução.

Show do Anathema é cancelado!

Infelizmente, o show do Anathema em São Paulo foi cancelado. Os motivos estão sendo discutidos em diversas redes sociais, mas muitos alegam que um produtor argentino impediu que a banda tocasse aqui.

Vincent e Danny fizeram um comunicado oficial no site da banda. Clique aqui para lê-lo.


A produtora Dark Dimensions irá se pronunciar a respeito da devolução do dinheiro.

Mais uma vez os fãs brasileiros terão que esperar...

Brega e sem-vergonha, só no rebolado

Avalanche Tropical é formado por André Paste, Bonde do Role, Holger, Dago Donato e Drunk Disco. O gosto por brasilidades e coisas que mexem os quadris de qualquer ser humano juntou essa turma num ode aos sons considerados cafonas. No site são reunidas diversas referências musicais dos membros, música para se acabar de dançar e deixar a pose de lado. Impossível dar play em uma das músicas e continuar imóvel.


Aquelas músicas que todo mundo dança no fim de festas, depois de vários drinks, vão ganhando destaque e se tornando atração. Para você que não tem vergonha de ser controlado pelos quadris é um prato cheio e uma ótima oportunidade de mostrar aos seus amigos que brega é mesmo legal. Agora é esperar mais músicas dessa galera que promete também organizar um festival. Valorizar o Brasil pelo que nossa cultura produz de melhor (ou pior) é o grande trunfo da Avalanche, vamos ver até onde eles conseguem levar nosso requebrado brazuca.

Nesse remix, indicado no site, dá para entender um pouquinho mais do que eles estão falando.


Beyonce - Diva (Murlo Refix) by Murlo

Lady Gaga e a heresia pop

Nesta semana mais uma vez a polêmica cantora pop apareceu em um clipe com tema religioso. Nele representa Maria Madalena, o ator Norman Reedus é Judas e Jesus é um bonitão apático com seus doze discípulos motoqueiros.

Como em todos os clipes a produção freak de Gaga ganha destaque especial, uma produção muito bem feita junto com a música, sucesso certeiro nas pistas de dança mundo a fora. Já suscitando muita controvérsia o clipe não é o primeiro a cutucar a Igreja Católica com vara curta. Resta saber até quando esse será o tema escolhido pela Mother Monster para não sair das páginas de notícias on e off line, nem dos bate-papos entre amigos. Já não é mais novidade,mas ainda funciona, veremos até quando.


Assista o clipe de Judas, do álbum Born This Way, com previsão de lançamento para este mês.


Dr. House agora é bluesman

Hugh Laurie, ator inglês que interpreta do médico Gregory House, no seriado Dr. House anunciou que dia 9 de maio lançará um disco de blues.

Intitulado "Let Them Talk", foi gravado em Los Angeles. Terá participações de nomes famosos, como Tom Jones, Dr. John e Irma Thomas. E pelo que me parece, vai rolar um cover de Robert Johnson.

Parece que este álbum sempre foi um grande sonho do ator, que sempre foi músico também.

Bom, no mínimo é uma coisa curiosa! Quando o disco chegar, a gente aqui do Quintal vai postar o download! hehe

Por hora, a gente fica com esse material, que já dar pra ter uma ideia como vai ser a pegada do cara.


The Gathering toca em julho no Brasil

Felizmente, de uns anos para cá, o Brasil tem sido parada obrigatória para diversas bandas. 2011 está sendo um ano ótimo para shows. Tivemos o Katatonia em fevereiro, teremos o Anathema em junho e em julho, o The Gathering volta a pisar por aqui.

A banda tocou no Brasil em 2006, com a então frontwoman Anneke van Girbersbergen. No ano seguinte ela deixou a banda para seguir com o Agua de Annique (que tocou aqui em 2009) e algum tempo depois foi substituída por Silje Wergerland (do Octavia Sperati).

A banda virá para a divulgação do disco "The West Pole", primeiro trabalho com os vocais de Silji. Nos shows atuais eles tocam muitos sons desse novo album, mas não deixam de lado clássicos como "Saturnine", "Even the Spirits are afraid", "On Most Surfaces" e "Leaves".

Ano passado, em um show na Grécia, eles tocaram um cover inusitado: "Daniel" da Bat for Lashes".


Se o set list do show do Brasil for assim, teremos um ótimo show.

Anathema volta ao Brasil

Depois de 5 anos de espera, a banda Anathema retorna ao Brasil para um único show em São Paulo.
Eles estiveram por aqui em 2006, tocariam na Led Slay, mas o show acabou não acontecendo. Muito se especula a respeito do cancelamento, mas o comunicado oficial foi que a casa não possuía alvará. Naquele ano, eles chegaram a fazer um show em Brasília.

O Anathema agora volta para promover seu mais recente disco "We're Here Because We're Here". Em alguns de seus shows, eles tocaram esse disco na íntegra. Esperamos que o mesmo aconteça por aqui.

Anneke van Giersbergen acompanhará a banda nos shows da América do Sul, mas até agora não houve nenhuma notícia de que ela viria para o Brasil. Uma pena, pois em 2009 ela esteve aqui com sua banda Agua de Annique e em 2010 ela fez um show acústico com Danny, do próprio Anathema.

White Stripes irá lançar um novo álbum


Jack e Meg White, que já teriam anunciado o fim da banda, disseram que irão lançar um último álbum antes que a banda realmente acabe. O disco será de uma gravação ao vivo, que na verdade, trata-se um pseudo-novo travalho, pois esse show foi gravado em 2007.

O trabalho, intitulado Live in Mississippi, será lançado em formato vinil e não se sabe se terá versão em DVD. Além dos grandes sucessos da banda, ainda conta com alguns covers muito interessantes, como a versão de Phonograph Blues, do Robert Johnson e Death Letter do Son House.

Quem deve ter se dado mal nessa, foi a Meg, já que o Jack White, já está envolvido em muitos outros projetos, como a sua carreira solo, o The Raconteurs, The Dead Weather e até como produtor!

Para gente curisosa (assim como eu), confira a setlist do show:

Stop Breaking Down (Robert Johnson Cover)
Let's Build A Home
When I Hear My Name
Icky Thump
Dead Leaves And The Dirty Ground/As Ugly As I Seem
The Same Boy You've Always Known
Wasting My Time
Phonograph Blues (Robert Johnson Cover)
Cannon/John The Revelator'
Death Letter (Son House)
Astro
Apple Blossom
You Don't Know What Love Is (You Do As You're Told)
In the Cold, Cold Night
I Want to Be the Boy to Warm Your Mother's Heart
Hotel Yorba
A Martyr For My Love For You
Ball And Biscuit
300 MPH Torrential Outpour Blues
Blue Orchid
I'm Slowly Turning Into


Don't Sit Down 'Cause I've Moved Your Chair, nova do Arctic Monkeys

Nessa tarde de segunda (11/04) foi liberada mais uma faixa no novo cd "Suck it and See".
O som rolou durante uma entrevista do grupo no programa BBC Radio 1. A música é a terceira faixa já liberada, mas o lançamento do disco está previsto apenas para junho.

Quem tá gostando dessa fase mais densa do som dos britânicos tem muito pra curtir dessa música que está agora disponível no site da banda junto com Brick by brick. Mas vocês pode ouvir aqui mesmo. Aumentem bastante o som, vale a pena.


Don't Sit Down 'Cause I've Moved Your Chair by arcticmonkeys

1000 bandas que você tem que ouvir antes de envelhecer


Mariano Blejman, Luis Paz, Roque Casciero, Mario Yannoulas, Yumber Vera Rojas, Javier Aguirre e Julia González tiveram a difícil tarefa de listar 1000 bandas que vão revitalizar sua vida. Bandas novas e antigas em ordem alfabética, já que seria injusto (e polêmico) organizar em ordem de importância.

Na lista ainda aparecem algumas bandas brasileiras como Macaco Bong, Replicantes, Raimundos e Ratos de Porão. Além dos clássicos Rolling Stones, AC/DC e Bob Dylan também ganharam espaço bandas novas e atuais. Beady Eye, vulgo Oasis sem Noel Gallagher, teve seu posto reconhecido na seleção apesar do pouco tempo da nova formação.

Veja a lista completa aqui, risque as que você já conhece e abra espaço na sua playlist pra muita coisa boa.